A inteligência artificial avança nos ambientes corporativos brasileiros. De acordo com levantamento do portal Central do Varejo, 67% das empresas brasileiras consideram a inteligência artificial uma prioridade estratégica, buscando otimizar operações, reduzir custos e gerar novas fontes de receita. Nesse contexto, a criação de conteúdo e redação despontam como sua aplicação mais frequente, de acordo com pesquisa realizada pela Agência Bloomin. Os dados apontam que 55,6% das empresas que utilizam IA no dia a dia destinam a tecnologia principalmente à produção de textos.
A pesquisa ouviu 18 empresas de diferentes segmentos, com predominância do setor industrial, que representa 50% dos respondentes. Entre os demais participantes, estão organizações dos setores de saúde e bem-estar, metalúrgico, casa e decoração, embalagens, reforma e construção, alimentício e construção civil e arquitetura.
Esse levantamento indica que a criação de conteúdo está à frente de outras aplicações registradas, como análise de dados, atendimento ao cliente, desenvolvimento de software e automação de processos internos.
O uso da tecnologia ainda não é uniforme entre as organizações consultadas. Do total de respondentes, 22,2% afirmam utilizar ferramentas de IA com frequência, enquanto outros 22,2% ainda estão em fase de testes e exploração. Outros 38,9% sinalizaram a intenção de começar a utilizar em breve, e 16,7% não utilizam e não têm planos de adoção no momento.
Nesse cenário de expansão gradual, a Bloomin aponta que o crescimento do uso de IA para fins comunicacionais demanda atenção redobrada às etapas de revisão e validação dos conteúdos gerados. Segundo a plataforma, a adoção acelerada da tecnologia em processos de redação reforça a necessidade de governança interna e de protocolos que assegurem a qualidade e a precisão das informações produzidas.
Outro dado do levantamento aponta que 83,3% das empresas considerariam investir em serviços voltados ao monitoramento e à melhoria da presença de suas marcas em ferramentas de inteligência artificial, conhecido popularmente no mercado digital como GEO. Esse interesse está condicionado, para a maioria, à análise de custo-benefício e à compreensão mais aprofundada do funcionamento dessas soluções.
O levantamento também indica que a percepção sobre o comportamento do público externo influencia a relação das empresas com a tecnologia. Para 72,2% dos respondentes, os próprios clientes ou público-alvo já utilizam IA para pesquisar empresas, produtos ou serviços do segmento, enquanto 22,2% acreditam que uma pequena parcela já adota essa prática.
A concentração do uso corporativo de IA na criação de conteúdo reflete uma tendência que, segundo o levantamento da Bloomin, ainda convive com níveis distintos de maturidade entre as organizações.




