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Falha em plugin do WordPress expõe 400 mil sites

Vulnerabilidade em plugin de acessibilidade permite acesso não autorizado a dados e pode afetar centenas de milhares de páginas na internet.

Falha em plugin do WordPress expõe 400 mil sites
Falha em plugin do WordPress expõe 400 mil sites

Uma falha de segurança em um plugin do WordPress pode ter exposto cerca de 400 mil sites a possíveis ataques cibernéticos. Segundo o site TecMundo, a vulnerabilidade foi identificada no plugin Ally, ferramenta usada para melhorar a acessibilidade de páginas na web.

A brecha permite que invasores acessem o banco de dados de um site sem necessidade de autenticação ou permissões especiais. Com isso, criminosos podem obter informações sensíveis armazenadas na plataforma, incluindo hashes de senhas e dados de usuários.

Falha foi identificada por pesquisador de segurança

O problema foi descoberto em 4 de fevereiro de 2026 pelo engenheiro de segurança ofensiva Drew Webber, da empresa Acquia. A vulnerabilidade recebeu o código CVE-2026-2413 e foi classificada com pontuação 7,5 no sistema de avaliação CVSS, que mede a gravidade de falhas de segurança.

O plugin Ally, anteriormente chamado One Click Accessibility, é utilizado para ajudar desenvolvedores a tornar seus sites mais acessíveis. A ferramenta inclui um scanner de acessibilidade com recomendações baseadas em inteligência artificial (IA), além de um widget para visitantes e um gerador automático de declarações de acessibilidade.

De acordo com as informações divulgadas, o plugin está ativo em mais de 400 mil sites, o que amplia o alcance potencial da vulnerabilidade.

Como a vulnerabilidade pode ser explorada

A falha ocorre na forma como o plugin constrói consultas ao banco de dados do site. Uma função responsável por recuperar dados utiliza a URL da página para montar uma consulta SQL, mas não faz a validação adequada do conteúdo recebido.

Embora o plugin utilize uma função para validar o formato da URL, o método não foi projetado para proteger consultas de banco de dados. Isso permite que caracteres usados em ataques de injeção SQL passem pela filtragem e sejam executados no sistema.

Com essa brecha, um invasor pode usar uma técnica conhecida como "injeção SQL cega baseada em tempo". Nesse método, comandos enviados ao servidor fazem o sistema responder mais lentamente quando determinadas condições são verdadeiras. Ao repetir esse processo várias vezes, o atacante consegue extrair informações do banco de dados gradualmente.

Correção já foi disponibilizada

Após a descoberta, a falha foi reportada por meio do programa de recompensas por bugs da empresa de segurança Wordfence. O pesquisador responsável recebeu US$ 800 pela identificação do problema.

A Wordfence notificou a desenvolvedora do plugin, a Elementor, em 13 de fevereiro de 2026. A empresa confirmou a vulnerabilidade dois dias depois e liberou uma atualização com correção em 23 de fevereiro.

A versão segura do plugin é a 4.1.0. Usuários que utilizam versões até a 4.0.3 permanecem vulneráveis e são orientados a atualizar a ferramenta o mais rápido possível para reduzir os riscos de exploração da falha.

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