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Superdotação: educação emocional previne adoecimento

Psicóloga Luciana Zanon analisa como o autoconhecimento, a educação emocional e a identificação de altas habilidades reduzem o adoecimento mental.

Superdotação: educação emocional previne adoecimento
Superdotação: educação emocional previne adoecimento

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas convivem com transtornos mentais no mundo, sendo a ansiedade e a depressão as condições mais prevalentes. No Brasil, a OMS aponta que 9,3% da população apresenta transtornos de ansiedade, o que representa a maior taxa do mundo, e cerca de 5,8% dos brasileiros sofrem com depressão. Dados recentes indicam ainda um aumento progressivo de diagnósticos entre jovens adultos, afetando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar social.

Nesse cenário, estudos científicos indicam que o reconhecimento precoce de altas habilidades e superdotação pode reduzir o sofrimento psíquico associado ao descompasso entre a capacidade individual e as demandas ambientais. Quando essa condição não é devidamente identificada, os indivíduos frequentemente enfrentam sentimentos crônicos de frustração, inadequação e dificuldades de inserção social e profissional.

De acordo com Luciana Zanon, compreender a própria história de vida por meio da Biografia Humana é uma ferramenta poderosa para mitigar esses impactos. "A estruturação de espaços de escuta clínica e o acolhimento da alta sensibilidade permitem que as pessoas ressignifiquem suas trajetórias e compreendam seu funcionamento cognitivo e emocional singular, transformando o que antes era visto como inadequação em potencial de realização", explica a psicoterapeuta.

A metodologia desenvolvida pela especialista, denominada Mulheres em Faces, propõe exatamente essa travessia. Por meio de clínicas de biografia consciente e experiências coletivas de escuta, o trabalho busca apoiar adultos — especialmente aqueles que descobriram suas altas habilidades de forma tardia, como a própria psicóloga, identificada aos 60 anos — no processo de reconstrução de suas narrativas de vida e no fortalecimento de sua saúde mental.

Sobre Luciana Zanon

Luciana Zanon é escritora, psicóloga e psicoterapeuta. Há mais de duas décadas acompanha adultos em processos de escuta clínica, desenvolvimento emocional e reconstrução da identidade, especialmente nas intersecções entre alta sensibilidade, superdotação e experiência humana profunda.

Graduada em Psicologia e Administração de Empresas, com formação em Psicologia Transpessoal e Biografia Humana de base antroposófica, desenvolveu ao longo da vida uma escrita marcada pela delicadeza simbólica e pelas travessias emocionais do feminino. É criadora da metodologia Mulheres em Faces, que une clínica, biografia consciente e experiências coletivas de escuta e transformação.

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