O prefeito de Manaus, Renato Junior, apresentou as ações desenvolvidas pela Prefeitura no enfrentamento às queimadas, à fumaça e aos impactos ambientais durante reunião na sede do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), nesta segunda-feira (28). O encontro reuniu a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, promotores de Justiça, representantes da Associação Amazonense de Municípios (AAM) e prefeitos e representantes de municípios do interior.
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Entre as medidas apresentadas estão a mecanização rural, o monitoramento de pontos de calor com drones, ações permanentes de conscientização ambiental e serviços de limpeza de igarapés e da orla de Manaus. Segundo a Prefeitura, a mecanização busca oferecer uma alternativa ao uso do fogo no preparo de áreas rurais.
“Na Prefeitura de Manaus, nós estamos trabalhando com a mecanização rural, para que o produtor não precise usar o fogo no preparo da sua área. Também estamos fazendo a fiscalização com drones de alta tecnologia, que identificam pontos de calor, além de um trabalho permanente de conscientização ambiental, de porta em porta e nas escolas. E temos as nossas equipes trabalhando todos os dias na limpeza dos igarapés e da orla de Manaus. É um conjunto de ações que mostra que nós estamos fazendo a nossa parte e que estamos à disposição para contribuir com o Ministério Público e com os municípios do interior”, afirmou Renato Junior.
Também participaram da reunião representantes dos municípios de Anamã, Silves, Maués, Paulino, Borba, Envira e Nova Olinda do Norte, além da Associação Amazonense de Municípios. Os secretários municipais de Meio Ambiente, Fransuá Matos; de Comunicação, Camila Silva; de Saúde, Nagib Salém; e de Feiras e Mercados, Moisés Cunha, também estiveram presentes.
Prefeitura propõe parceria contra queimadas
Durante o encontro, o prefeito colocou a estrutura da Prefeitura de Manaus à disposição do Ministério Público e dos municípios do interior para ações de conscientização e fiscalização ambiental. A proposta deverá integrar um termo de cooperação entre as instituições.
“Essa luta não é só do Ministério Público. Essa luta é de todos nós. Por isso, eu não vim sozinho. Vim aqui trazendo todo o time da Prefeitura de Manaus. Os secretários e as equipes estão à disposição para tudo aquilo que o Ministério Público possa precisar de apoio”, afirmou.
Renato Junior também destacou a mecanização rural como alternativa às queimadas. Segundo ele, a Prefeitura oferece suporte aos produtores que optarem por não utilizar o fogo no preparo das áreas.
“Nós acordamos com o produtor rural que se ele não tocar fogo, nós vamos entrar com a mecanização. A gente faz a supressão vegetal da área, esse material não é queimado, ele é retirado e triturado. E a gente também dá a muda, dá o insumo e dá o treinamento técnico. Se ele queimar, ele perde: não tem máquina, não tem muda e não aduba a área, além de ser multado”, explicou.
Manaus plantou mais de 45 mil árvores
A arborização urbana também foi apresentada como parte das ações ambientais do município. A Prefeitura de Manaus informou ter plantado mais de 45 mil árvores em 2026, número que supera o recorde registrado anteriormente.
O prefeito afirmou ainda ter determinado que novos projetos de obras municipais contemplem o plantio e a preservação de árvores.
“Eu determinei que todas as obras, sejam elas de viaduto, novas avenidas, campos, quadras e reformas, toda e qualquer obra que a Prefeitura de Manaus faça, na minha gestão, contemple o plantio de árvores. Nós queremos árvores de porte médio ou grande, porque Manaus tem pressa com relação à questão climática. Não dá para plantar uma árvore que vai dar sombra só daqui a 20 anos. Todos os projetos da Prefeitura de Manaus que ainda estão no forno já têm o plantio de árvores previsto”, anunciou Renato Junior.
MPAM defende ações preventivas
A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, afirmou que o enfrentamento à crise climática exige a união entre instituições e municípios.
“É importante nós chegarmos também nas crianças, nos adolescentes, chegarmos nas comunidades, e o Ministério Público está disposto a fazer isso, a sair dos gabinetes e ir para esses locais onde a informação precisa chegar acerca dos riscos que nós da geração atual e das novas gerações estamos sofrendo em razão dessa nossa falta de educação ambiental. Então nós vamos desenvolver uma campanha também com esse viés preventivo, em parceria com a Prefeitura Municipal e também no interior com os prefeitos e com as secretarias de Meio Ambiente, porque todos os promotores do interior também vão vestir essa camisa, vão abraçar essa causa”, complementou a procuradora-geral.
A proposta é construir uma atuação conjunta entre a Prefeitura de Manaus e os municípios, especialmente em ações preventivas, de conscientização, monitoramento e fiscalização. O MPAM instalou recentemente o Núcleo de Atuação Extraordinária Ambiental (NAE-Ambiental), que tem entre as prioridades o enfrentamento a incêndios florestais, queimadas, estiagem, fumaça e poluição atmosférica.
Durante a reunião, o coordenador das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente, Carlos Freitas, apresentou a ferramenta de monitoramento utilizada pelo MPAM para acompanhar focos de calor no Amazonas.
“Essa plataforma permite analisar informações como localização, persistência e severidade dos focos, além de cruzar dados ambientais para apoiar a atuação dos órgãos públicos”, explicou Freitas.
Municípios discutem alternativas às queimadas
O presidente da AAM, Anderson Souza, defendeu que alternativas apresentadas pela Prefeitura de Manaus, especialmente a mecanização rural, sejam ampliadas para os municípios do interior.
“É algo cultural do caboclo amazonense fazer o seu roçado. Ele vai queimar sua capoeira, mas está fazendo ali como forma de sobrevivência. O que nós precisamos é ajudar o nosso interior, os prefeitos, a fazer isso como Manaus está fazendo como exemplo. Se Manaus está dando esse exemplo, nós temos que conseguir fazer com que o governo do Estado e o governo federal consigam fazer o mesmo nos municípios”, disse Souza.
A reunião reforçou a proposta de ampliar a cooperação entre os órgãos públicos para desenvolver ações de prevenção, conscientização, monitoramento e fiscalização contra queimadas e seus impactos ambientais no Amazonas.
Fonte: ASCOM/SEMCOM
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