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Katy Perry transforma IA em performance no Met Gala com ajuda de brasileiro

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Após quatro anos longe do tradicional tapete vermelho do Met Gala, Katy Perry, 41, voltou a chamar atenção no evento beneficente realizado nesta segunda-feira (4) pelo Metropolitan Museum of Art, em Nova York -mas, nos últimos anos, a cantora nunca deixou realmente de “aparecer” no baile mais comentado da moda. O responsável por manter a artista em evidência no evento foi o designer brasileiro Gustavo Sali, que viralizou ao criar versões fictícias da estrela pop usando inteligência artificial.

Nos últimos dois anos, Gustavo passou a produzir imagens hiper-realistas de Katy Perry no Met Gala, com figurinos elaborados digitalmente que enganaram fãs e até veículos especializados em moda e entretenimento. Em 2025, por exemplo, uma das montagens mais comentadas mostrava a cantora usando um look preto composto por uma saia longa brilhante e um blazer de alfaiataria risca de giz cheio de recortes estratégicos.

A repercussão foi tão grande que muita gente acreditou que Katy Perry realmente tivesse comparecido ao evento, mesmo sem participação oficial. O sucesso das criações acabou aproximando Gustavo da equipe da cantora e chamou a atenção da artista, que passou a acompanhar o trabalho do brasileiro nas redes.

Desta vez, porém, a brincadeira ganhou um novo capítulo: a própria Katy participou da ação. Segundo revelou nas redes sociais, a cantora entrou em contato com Gustavo e propôs criar novas imagens falsas para movimentar a internet durante o evento. A ideia surgiu justamente depois do impacto causado pelas montagens anteriores, que confundiram o público e até pessoas próximas da artista. No ano passado, Mary Hudson, mãe de Katy Perry, chegou a comentar sobre um dos supostos figurinos usados pela filha sem perceber que a imagem havia sido criada por inteligência artificial.

Em entrevista à reportagem, Gustavo contou que é fã de Katy Perry e fascinado pelo universo da inteligência artificial. Em 2024, ele decidiu criar uma página dedicada exclusivamente à cantora nas redes sociais e, na época, conseguiu algumas interações com integrantes da equipe da artista. Dias antes do Met Gala 2026, a própria cantora entrou em contato.

“Foi uma surpresa. Não domino muito bem o inglês e também estava nervoso”, contou o paranaense de Curitiba, 25s, aos risos. “A Katy foi extremamente paciente e nós conversamos por uns dez minutos. Ela disse que queria fazer uma pegadinha com os fãs -e deu certo.”
O designer ainda deixou escapar que novas parcerias com a cantora podem acontecer futuramente. “Não posso falar nada”, desconversou.

Segundo Gustavo, a ideia deste ano era justamente inverter a lógica criada pelas montagens anteriores. “Ela quis que eu trabalhasse junto com ela porque fui eu quem criou os vestidos dos últimos dois anos. Eu colocava a Katy no tapete vermelho e todo mundo acreditava, sendo que era inteligência artificial”, explicou. “Então, ela queria que neste ano as pessoas acreditassem que também fosse IA e que ela não tivesse ido, mas, na verdade, ela foi.”

A cantora apareceu usando máscara, acessórios exagerados e até uma luva com seis dedos -detalhe proposital que remetia aos erros visuais frequentemente associados às imagens geradas por inteligência artificial.Para Gustavo, o conceito criado pela artista funcionou como uma crítica direta ao avanço da IA e à dificuldade cada vez maior de distinguir realidade e manipulação digital nas redes sociais.

Fonte: Jornal de Brasília

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