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Avanço: coleta e tratamento de esgoto ajudam a construir um futuro mais sustentável em Manaus

Hoje, sistema de esgotamento sanitário alcança 40% da população da capital amazonense. Em menos de dez anos, serviços estarão universalizados.

Avanço: coleta e tratamento de esgoto ajudam a construir um futuro mais sustentável em Manaus
(Foto: Divulgação)

Na maior metrópole da Amazônia, o caminho para um futuro mais sustentável passa pela água. Cortada por rios e igarapés, Manaus vive o desafio de recuperar seus corpos hídricos. Nesse cenário, o avanço do saneamento básico tem papel central. Hoje, o abastecimento de água está universalizado, e o sistema de esgotamento sanitário segue em expansão, com 40% da população atendida e a meta de alcançar 90% em menos de dez anos. Com o avanço da cobertura, a cidade passa a vislumbrar um futuro em que seus cursos d’água possam ser recuperados.

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Mais de 63 milhões de litros de esgoto são tratados diariamente em Manaus antes de retornar ao meio ambiente, reduzindo a poluição nos cursos d’água e ajudando a restaurar a qualidade ambiental da capital. No total, são 136 Estações de Tratamento de diversos portes espalhadas pela cidade.

Recentemente, a concessionária Águas de Manaus inaugurou a primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Raiz, com capacidade para tratar mais de 230 milhões de litros de esgoto por mês. O primeiro módulo da unidade está em operação desde outubro do ano passado e beneficia mais de 50 mil moradores do São Francisco, Cachoeirinha, Petrópolis e da própria Raiz, além de contribuir para a recuperação de um dos corpos hídricos mais importantes da cidade, o Igarapé do 40.

Os trabalhos para expansão do sistema de esgotamento sanitário na capital amazonense foram intensificados em 2024 com o lançamento do programa Trata Bem Manaus, que traça um plano para a universalização dos serviços de coleta e tratamento. O programa contempla investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões, com a implantação de mais de 2,7 milhões de redes coletoras de esgoto e obras de implantação ou reforma de pelo menos 70 ETEs na cidade.

“Cada nova rede implantada e cada litro de esgoto tratado representam um avanço direto na qualidade de vida da população e na recuperação dos nossos igarapés. O saneamento transforma o ambiente e também a relação das pessoas com a cidade. Manaus tem uma relação afetiva com seus igarapés e esse sonho que eles voltem a ser espaços de lazer e convivência. Esse se tornou o sonho da Águas de Manaus também”, afirma o diretor-presidente da concessionária, Pedro Augusto Freitas.

Na prática, esses avanços são percebidos no cotidiano da população. Moradora do bairro Coroado há 40 anos, a autônoma Steila Matos acompanha essa transformação de perto. Ela é dona de um restaurante no conjunto João Bosco e também atua como liderança comunitária. A área já tinha sistema de esgoto antes do início das operações da Águas de Manaus, mas, segundo Steila, o trabalho feito desde 2018 transformou o lugar e o pensamento da população sobre a importância do sistema.

“Antes, a água que saía das casas ia direto para o igarapé, como dejeto de banheiro. Não tínhamos muita noção da importância de uma ETE e de fazer a destinação correta do esgoto. Como mãe, fico aliviada de ver meu filho brincar, sem risco de se contaminar com esgoto correndo na rua. Saneamento básico é saúde para os nossos filhos e para os nossos idosos”, resume.

 

Fonte: ASCOM/ÁGUAS DE MANAUS

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