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Anistia a Bolsonaro é rejeitada por 54% dos brasileiros, diz Datafolha

Anistia a Bolsonaro é rejeitada por 54% dos brasileiros, diz Datafolha
(Foto: Breno Esaki/Metrópoles)

A maioria dos brasileiros é contra o Congresso Nacional aprovar uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (14), a ideia é rejeitada por 54%, enquanto 39% a defendem.

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Bolsonaro foi condenado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Os números:

  • Rejeitam a anistia: 54%
  • Apoiam a anistia: 39%
  • Indiferentes ao assunto: 2%
  • Não souberam: 4%

A pesquisa também mostra que 61% dos entrevistados são contrários a qualquer tipo de perdão aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Outros 33% são a favor, 5% não sabem e 1% são indiferentes.

O levantamento foi realizado na segunda (8) e na terça-feira (9), antes de o ex-presidente ser condenado. Foram ouvidos 2.005 eleitores em 113 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Leia também: Bolsonaro é condenado a 27 anos e três meses de prisão

Prisão

No sábado (13), o Datafolha apontou que 50% dos entrevistados concordam com a prisão de Bolsonaro e 43% são contrários a medida.

Mesmo após a condenação, Bolsonaro não deve ser preso imediatamente. Antes, o acórdão da decisão deve ser publicado — processo que pode ocorrer em até 60 dias após o julgamento.

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O acórdão reúne todos os votos dos ministros e serve como base para os recursos dos advogados de defesa. As defesas dos réus terão dois dias para apresentarem os recursos contra as condenações.

Sendo assim, a pena só deve ser executada após o esgotamento dos recursos e quando a decisão tornar-se definitiva, o chamado trânsito em julgado.

 

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE

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