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Amazonas precisa avançar na gestão de resíduos sólidos

Os municípios do interior do estado ainda contam com lixões, que poluem o meio ambiente e causam riscos à saúde da população

Amazonas precisa avançar na gestão de resíduos sólidos
(Foto: Divulgação)

Nenhum dos 61 municípios do interior do Amazonas possui aterro sanitário controlado, contando apenas com lixões a céu aberto que prejudicam o meio ambiente e causam riscos à saúde da população. O estado precisa avançar na gestão de resíduos sólidos, defende o engenheiro civil e segundo vice-presidente do União Brasil Amazonas, Marcellus Campêlo, especialista em Saneamento Básico e em Governança e Inovação Pública.

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A gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) é o processo de coleta, segregação, tratamento e destinação do lixo das cidades. O objetivo é proteger a saúde pública, promover a economia circular e minimizar os impactos ambientais. O serviço faz parte do saneamento básico, juntamente com o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana.

“A situação é muito preocupante. Os lixões funcionam em total desconformidade com as normas ambientais. É necessário consolidar o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, desenvolver projetos e buscar recursos para essa área”, afirma Marcellus Campêlo. No estado, prossegue ele, apenas a capital avançou com a construção, ainda em andamento, do novo aterro sanitário, que integra o Plano Municipal de Resíduos Sólidos.

Um exemplo do problema é o lixão de Parintins (a 369 quilômetros da capital), que fica no bairro Dejard Vieira, próximo ao campus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e ao Aeroporto Regional Júlio Belém. “A disposição inadequada dos resíduos tem causado problemas como contaminação do solo e do lençol freático, poluição do ar, além de riscos à saúde da população”, ressaltou.

Em Parintins, Marcellus Campêlo conduziu, como secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), até março de 2026, as obras do Programa de Saneamento Integrado (Prosai). O programa já resolveu o problema de contaminação da água, hoje tratada e de qualidade chegando nas torneiras da população.

Marcellus Campêlo se desincompatibilizou dos cargos, para colocar o nome à disposição da Federação União Progressista, como pré-candidato a deputado estadual. Quando esteve à frente da Sedurb e da UGPE, os órgãos buscaram recursos junto ao novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Gestão de Resíduos Sólidos em municípios do interior. Além disso, foi estabelecida uma cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para estruturar um programa de gestão de resíduos sólidos no Amazonas.

O BID é parceiro do Governo do Estado em projetos estruturantes, como o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e o Prosai, concluído em Maués e em execução em Parintins. As iniciativas abrangem obras de saneamento básico, habitação, urbanização, mobilidade urbana e reflorestamento.

“O Banco vai realizar um estudo técnico para levantar informações e apontar soluções para o manejo de resíduos no estado, sem custos para o Governo do Amazonas. Os resultados devem subsidiar, futuramente, uma possível operação de crédito para implantação de melhorias na área”, explicou.

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Essa cooperação técnica está inserida em uma iniciativa do BID, que tem como objetivo auxiliar os países parceiros a acelerar a preparação de projetos de gestão de manejo do lixo, alinhados com a economia circular, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em particular o metano.

 

Fonte: ASSESSORIA

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