A bancada federal do Amazonas votou em peso pela aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas no Brasil. Os oito deputados do estado deram voto favorável à proposta durante a votação em dois turnos na Câmara dos Deputados.
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Votaram favoravelmente os deputados Adail Filho (MDB), Amom Mandel (Cidadania), Átila Lins (PSD), Capitão Alberto Neto (PL), Fausto Júnior (União Brasil), Saullo Vianna (União Brasil), Sidney Leite (PSD) e João Carlos (Republicanos).
A medida foi aprovada 1º turno com ampla maioria: 472 parlamentares votaram a favor, apenas 22 foram contrários e 18 ausentes. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no 2º turno. Agora, o texto seguirá para análise do Senado Federal onde serão necessários os votos de no mínimo 49 senadores.
Se confirmada, a mudança representará uma reformulação histórica na legislação trabalhista brasileira e poderá alterar a rotina de milhões de trabalhadores em todo o país.
A PEC estabelece mudanças significativas nas relações de trabalho e garante dois dias de descanso semanal aos trabalhadores brasileiros.
Deputados do Amazonas apoiaram proposta
Os parlamentares do Amazonas acompanharam a maioria esmagadora da Câmara e apoiaram integralmente a proposta considerada uma das maiores mudanças trabalhistas discutidas nos últimos anos no Congresso Nacional.
O texto prevê uma transição gradual de 14 meses para a redução da jornada semanal. A primeira diminuição ocorrerá 60 dias após a promulgação da emenda, com corte inicial de duas horas semanais. Depois de 12 meses, haverá nova redução de duas horas, completando a carga máxima de 40 horas por semana.
Na prática, a proposta elimina o modelo 6×1, em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de folga.
Mudança pode impactar milhões de trabalhadores
A escala 6×1 é amplamente utilizada em setores como comércio, supermercados, serviços, restaurantes, telemarketing e indústria. Com a aprovação da PEC, trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso semanal.
Defensores da proposta argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, reduzir desgaste físico e mental e aumentar a produtividade no ambiente profissional.
Já setores empresariais demonstram preocupação com possíveis impactos financeiros, especialmente em pequenas e médias empresas que dependem de jornadas contínuas para funcionamento.
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