A dificuldade para emagrecer, mesmo diante de esforços com alimentação equilibrada e prática de exercícios, tem levado especialistas a investigar fatores além da ingestão calórica. Alterações hormonais, inflamação crônica de baixo grau e adaptações metabólicas podem interferir diretamente na forma como o organismo responde às mudanças de hábitos, tornando o processo mais complexo do que a lógica de "comer menos e gastar mais".
Dados divulgados pela revista Veja mostram que cerca de 59% da população brasileira está acima do peso, enquanto apenas 11% possui diagnóstico formal relacionado à obesidade ou sobrepeso. Já levantamento da Agência Brasil aponta que mais de nove milhões de brasileiros estavam obesos em 2024. O cenário reforça a necessidade de ampliar o debate sobre os fatores envolvidos no ganho de peso e na resistência ao emagrecimento.
Segundo a Dra. Mariana Leme, médica atuante nas áreas de saúde integrativa e longevidade, direcionada ao emagrecimento, saúde metabólica e performance feminina, o emagrecimento não deve ser analisado apenas sob a perspectiva do déficit calórico.
"Quando o organismo resiste à perda de peso, geralmente estamos lidando com adaptação metabólica e inflamação de baixo grau. O corpo pode entender o déficit calórico como uma ameaça à sobrevivência, reduzindo a taxa metabólica basal", explica.
De acordo com ela, fatores como resistência à insulina, excesso de cortisol e desequilíbrios na microbiota intestinal também podem favorecer o acúmulo de gordura e reduzir a eficiência do gasto energético. Essas alterações ainda podem influenciar diretamente a sensação de fome, aumentando episódios de compulsão alimentar e reduzindo a disposição física ao longo do dia.
A médica afirma que o corpo costuma apresentar sinais importantes de desequilíbrio metabólico antes mesmo de alterações significativas em exames laboratoriais. Entre os principais sintomas estão fadiga persistente, queda de cabelo, alterações menstruais, aumento da gordura abdominal, desejo frequente por doces e distensão abdominal. A dificuldade para perder peso, mesmo em dietas restritivas, também pode indicar desequilíbrios metabólicos ou hormonais.
Pesquisas científicas vêm investigando a relação entre metabolismo, obesidade e saúde hormonal. Um estudo publicado na plataforma PubMed Central analisa como fatores metabólicos e inflamatórios influenciam diretamente o controle de peso e a resistência ao emagrecimento. Outra pesquisa aborda os impactos das alterações hormonais no metabolismo e na composição corporal.
Nesse contexto, a avaliação clínica individualizada ganha ainda mais relevância. Segundo a Dra. Mariana Leme, a investigação deve considerar histórico familiar, qualidade do sono, níveis de estresse, perfil hormonal, saúde intestinal e possíveis deficiências nutricionais. "O objetivo é compreender por que aquele paciente específico não consegue emagrecer, em vez de aplicar protocolos padronizados", afirma.
A visão integrativa também tem sido apontada como uma estratégia complementar no acompanhamento do emagrecimento. A proposta consiste em analisar o paciente de forma ampla, considerando hábitos de vida, saúde mental, alimentação, sono e equilíbrio hormonal. Segundo especialistas, um tratamento personalizado pode favorecer maior adesão e resultados mais sustentáveis ao longo do tempo.
Conforme explica a Dra. Mariana Leme, tratamentos individualizados permitem ajustar desde a alimentação até estratégias medicamentosas e práticas de atividade física conforme as necessidades metabólicas de cada paciente. "Resultados sustentáveis acontecem quando o tratamento respeita a individualidade biológica e a rotina de cada pessoa", destaca.
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