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Tratamentos ampliam alternativas para calvície masculina

Condição atinge principalmente homens, com cerca de 25% dos casos apresentando os primeiros sinais entre os 20 e 25 anos no Brasil. Augusto, CEO da Clínica Alma, destaca ampliação das opções clínicas, incluindo abordagens menos invasivas antes da perda capilar definitiva.

Tratamentos ampliam alternativas para calvície masculina
Tratamentos ampliam alternativas para calvície masculina

A alopecia androgenética, conhecida como calvície, é uma condição de origem genética que provoca o afinamento progressivo dos fios ao longo dos anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o quadro é mais frequente em homens, e nesses casos costuma apresentar um padrão típico de rarefação na região frontal e no topo da cabeça, conhecidos popularmente como entradas e coroa. A condição ocorre a partir de uma sensibilidade do folículo piloso à ação hormonal, o que leva ao afinamento dos fios ao longo dos ciclos de crescimento capilar. O tratamento e o acompanhamento são conduzidos pelo dermatologista, e o diagnóstico precoce pode ajudar a controlar a evolução do quadro, permitindo estabilizar a queda e preservar a densidade capilar.

O Dr. Marcelo Nogueira, médico atuante com tratamentos capilares na Clínica Alma, comenta que a calvície masculina é uma queixa comum entre os homens que chegam até a clínica. Ele explica que a condição também tem origem hormonal. "O principal vilão é a di-hidrotestosterona (DHT), um derivado da testosterona que age nos folículos capilares, tornando-os progressivamente mais finos até que deixam de produzir cabelo".

Estima-se que 50% dos homens serão afetados pela calvície até os 50 anos e que, no Brasil, cerca de 25% já apresentam os primeiros sinais entre os 20 e 25 anos, conforme publicado pela Forbes. A busca por soluções eficazes tem crescido de forma expressiva, impulsionada pela evolução de tratamentos que oferecem resultados mais naturais e minimamente invasivos, de acordo com o artigo científico publicado no portal do PubMed Central.

O especialista relata que, nos estágios iniciais da calvície, quando a queda está começando ou a rarefação ainda é discreta, as opções de tratamento são mais eficazes e os resultados, mais satisfatórios. "Quanto mais cedo é identificada a doença, mais recursos eficazes há para o tratamento", pontua.

Diagnóstico

Conforme esclarece Dr. Marcelo Nogueira, o diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada, analisando o padrão de queda, o histórico familiar, fatores hormonais e o estágio da alopecia, geralmente classificado pela Escala de Norwood. Em muitos casos é utilizada a dermatoscopia, um exame que permite visualizar o couro cabeludo com ampliação.

"A dermatoscopia possibilita a avaliação da densidade, do calibre dos fios e da saúde dos folículos. Com base nessa análise completa, o especialista traça o protocolo mais adequado para cada paciente. É importante lembrar que calvície não tem tratamento único, e sim tratamento individualizado", afirma o profissional.

Segundo o médico, muitos homens procuram ajuda quando a calvície já está avançada, o que limita as possibilidades clínicas e aumenta a chance de o transplante se tornar a única alternativa. No entanto, o procedimento não é a única saída, e nem sempre é o primeiro passo.

Tratamento

De acordo com a SBD, o tratamento da alopecia tem como objetivo estagnar o processo de queda de cabelo e, em alguns casos, recuperar parte da massa capilar perdida. A entidade orienta que os pacientes sigam a indicação médica e iniciem o tratamento assim que os primeiros sinais de queda forem percebidos, pois, em casos mais avançados, o tratamento não é mais eficaz, e o transplante capilar pode ser apenas uma solução estética.

Segundo a entidade, por se tratar de uma doença de origem genética, a alopecia androgenética não pode ser completamente evitada. Todavia, a SBD ressalta que cuidados com a saúde capilar, como a escolha de produtos adequados e a adoção de hábitos de vida saudáveis, podem contribuir para minimizar o impacto da condição.

O Dr. Marcelo Nogueira conta que pacientes em estágios iniciais, que seguem o protocolo clínico com disciplina, conseguem não só deter a progressão da queda, como também recuperar densidade e qualidade dos fios de forma significativa. "Em muitos casos, após meses de tratamento, o paciente se sente satisfeito com o resultado e o transplante deixa de ser uma necessidade imediata — ou até deixa de ser necessário por um longo período".

A SBD destaca que os tratamentos para queda de cabelo evoluíram nos últimos anos, com ampliação de opções terapêuticas e melhores resultados clínicos. Segundo o artigo publicado no PubMed Central, o microagulhamento associado à aplicação de medicamentos diretamente no couro cabeludo é uma alternativa eficaz no estímulo ao crescimento capilar.

"Protocolos clínicos muito eficazes, como a microinfusão de medicamentos na pele (MMP), que combina o microagulhamento com a aplicação de minoxidil e outros ativos diretamente no couro cabeludo, são capazes de estimular a circulação local, reativando folículos e promovendo o crescimento de novos fios. Além disso, há tratamentos orais, terapias com laser de baixa intensidade e outros protocolos que, combinados, entregam resultados expressivos sem nenhum procedimento cirúrgico", revela Dr. Marcelo Nogueira.

Para o médico da Clínica Alma, a queda capilar impacta muito mais do que a aparência, afetando também a autoestima, a confiança, a forma como o homem se vê e como acredita que os outros o veem. "Já acompanhei de perto o quanto a recuperação capilar transforma a vida de um paciente. Ele parece rejuvenescer, fica mais disposto, mais confiante. Não é fraqueza cuidar de si; é fundamental entender o que está acontecendo", conclui.

Para mais informações, basta acessar: alma.med.br/

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