O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), manifestou preocupação com o risco iminente de crise no segmento de produção de ar-condicionado do Polo Industrial de Manaus (PIM).
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O alerta reforça a declaração do presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), o amazonense Jorge Júnior, que apontou como gargalo a dependência de apenas uma empresa nacional, localizada em São Paulo, responsável pela produção de compressores, peça fundamental na fabricação dos aparelhos.
“O presidente da Eletros, Jorge (Júnior), já se manifestou que isto é muito ruim para o polo, que é o segundo que mais vende ar-condicionado no mundo. Temos que ser justos e reconhecer que é preciso investir nesse setor. Existe uma legislação federal que obriga a comprar os compressores de uma única empresa, no Estado de São Paulo, mas ela não dá conta. Precisamos discutir alternativas, dialogar no Congresso Nacional, porque a Zona Franca de Manaus é a nossa maior matriz econômica”, destacou Cidade.
O parlamentar acrescentou que a perda de espaço na produção pode favorecer concorrentes externos. “Se deixarmos de produzir aqui, quem ganha é a China, que já é a maior produtora mundial. Quanto mais fabricamos em Manaus, mais fortalecemos nossa capacidade de competir no mercado internacional”, concluiu.
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O entrave está na exigência do Processo Produtivo Básico (PPB), que determina a compra de insumos nacionais. No caso dos compressores, o monopólio é da Tecumseh, instalada no interior paulista desde 2020, que não consegue atender toda a demanda, provocando atrasos, paralisações, suspensão de contratações e até demissões no polo de ar-condicionado da Zona Franca.
Fonte: ASSESSORIA
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