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Criada por lei, UFEsporte pode trazer desafios para o setor

A Universidade Federal do Esporte desperta grande expectativa na comunidade esportiva do país, e em paralelo ao entusiasmo, surgem inúmeros questionamentos em decorrência desta aprovação.

Criada por lei, UFEsporte pode trazer desafios para o setor
Criada por lei, UFEsporte pode trazer desafios para o setor

A sanção da Lei Federal nº 15.457, de 3 de julho de 2026, que oficializou a criação da Universidade Federal do Esporte (UFESPORTE), abriu um novo capítulo para o desenvolvimento esportivo no Brasil. Fundamentada nos pilares do ensino superior público — ensino, pesquisa, extensão, inovação e transformação social —, a instituição nasce com o objetivo de conectar a produção científica ao cotidiano de atletas, paratletas e entidades de todo o país.

Fernando Marinho Mezzadri, coordenador-geral do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da UFPR, afirma: "A criação da Universidade Federal do Esporte – UFESPORTE, por meio da Lei Federal nº 15.457, de 3 de julho de 2026, vem acompanhada de muita expectativa pela comunidade esportiva do país. Em paralelo ao entusiasmo, surgem inúmeros questionamentos em decorrência desta aprovação."

Essas dúvidas referem-se, sobretudo, aos obstáculos práticos que a UFESPORTE precisará superar. O primeiro deles é romper o isolamento acadêmico. Segundo Mezzadri, o desafio principal consiste em "compreender e respeitar a posição da universidade no campo esportivo e aproximar o mundo acadêmico, com seu rigor científico, das ações práticas e dos problemas cotidianos das entidades esportivas, dos atletas e dos paratletas".

Além dessa aproximação prática, a universidade precisará alinhar suas diretrizes às normas e estruturas vigentes, como a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), a Rede de Desenvolvimento Esportivo e a Rede Nacional de Treinamento. O escopo de atuação abrange desde a iniciação esportiva e a formação de base até o alto rendimento e o lazer, cobrindo áreas como gestão, fisiologia, saúde, transição de carreira e inclusão.

Outras metas essenciais incluem levar os projetos acadêmicos a todas as regiões do país — de grandes capitais a pequenas ONGs — e debater temas contemporâneos que impactam a sociedade, como esports, o mercado de apostas, a Copa do Mundo Feminina de 2027 e os impactos do uso de telas na infância.

Ao projetar o futuro da instituição, Mezzadri reforça o potencial dessa transformação: "Entende-se a importância da Universidade Federal do Esporte e a oportunidade que se abre para avançar no desenvolvimento científico, tecnológico e na formação esportiva e, principalmente, inserir permanentemente o esporte na agenda política, social, cultural e econômica do país. Por isso, defendemos com entusiasmo a criação da UFESPORTE neste momento histórico do Brasil".

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