Compartilhar ideias e soluções para o mercado de capitais, mas também dar início a um novo ciclo de inovação regulatória. Esse foi o duplo objetivo do LEAP Connect 2026, evento promovido em 7 de maio pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac).
O encontro reuniu reguladores, especialistas e inovadores para apresentar os resultados da primeira edição e, principalmente, para anunciar um novo ciclo, com inscrições gratuitas abertas até 31 de maio.
Rodrigoh Henriques, diretor de inovação e estratégia da Fenasbac, explica que o LEAP — sigla para Laboratório de Experimentação, Aprendizado e Prototipagem — foi idealizado pela CVM e operacionalizado em parceria com a Fenasbac. Em seu primeiro ano, a iniciativa entregou sete protótipos funcionais que buscam resolver dores estruturais do mercado de capitais brasileiro.
No LEAP Connect 2026, as equipes finalistas apresentaram soluções que exploram temas como automação regulatória, inteligência artificial aplicada à supervisão do mercado, reporte de sustentabilidade, infraestrutura para mercado de carbono e para mercado secundário de crowdfunding.
"Os resultados demonstram que a parceria entre CVM e Fenasbac não é apenas discursiva, mas produtiva e capaz de gerar inovação aplicável. Para o mercado, significa redução de custos de conformidade, aumento de transparência, maior liquidez e segurança jurídica. Para o regulador, representa a possibilidade de testar inovações em ambiente controlado antes de qualquer normatização, acelerando a modernização do arcabouço regulatório", afirma Henriques.
Nesse contexto, a Fenasbac atua como co-criadora e operadora do ambiente de experimentação, sendo responsável por conectar regulador, instituições financeiras, startups e especialistas, esclarece o diretor.
Para o novo ciclo do LEAP (2026), os desafios estão organizados em quatro macrotemas: Supervisão e Compliance (com foco em SupTech para PLDFT e Machine Readable Regulation); Sustentabilidade (integração de dados do mercado de carbono); Interoperabilidade Digital (Open Capital Markets, suitability-as-a-service, registro e garantias de ativos digitais – RWAs, e liquidez para valores mobiliários de companhias fechadas); e um Desafio Aberto para soluções inovadoras não mapeadas nos demais eixos.
Henriques detalha que as expectativas para 2026 são ampliar o alcance e a diversidade de projetos participantes. A meta é aumentar o número de inscrições e atrair startups e empresas de diferentes regiões e setores, incluindo aquelas com menor tradição de interação com o regulador, pontua ele.
"Queremos também incorporar temas emergentes e fortalecer a cultura de experimentação regulatória, consolidando o LEAP como uma política permanente de inovação da CVM e inspirando outros reguladores a testar soluções em ambiente seguro", ressalta.
Entre os desafios enfrentados pelo mercado de capitais, Henriques cita o descompasso entre velocidade tecnológica e normativa. "É natural que a tecnologia e os negócios avancem em um ritmo mais acelerado do que é possível regular. Além disso, é necessário um tempo de maturação desses novos modelos para avaliar o potencial de impacto e riscos. O diálogo acelera a curva de aprendizado para todas as partes, diminuindo o risco regulatório e a incerteza jurídica", conclui.
Para saber mais, basta acessar: https://bit.ly/Divulgacao_LEAP2026





