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Startup brasileira ganha destaque em evento no Japão

A Ecomilhas participou do SusHi Tech Tokyo 2026, um dos maiores eventos globais de inovação, que reuniu mais de 60 mil pessoas e 770 startups de diversos países. Representada pelo CEO Lucas Nicoleti, a startup brasileira integrou discussões sobre cidades sustentáveis, mobilidade e tecnologia, reforçando seu movimento de internacionalização e ampliando sua presença em um cenário global cada vez mais conectado.

Startup brasileira ganha destaque em evento no Japão
Startup brasileira ganha destaque em evento no Japão

Entre os dias 27 e 29 de abril, Tóquio sediou o SusHi Tech Tokyo 2026, um dos maiores eventos globais voltados à inovação aplicada ao desenvolvimento de cidades sustentáveis. Realizado no Tokyo Big Sight, o encontro reuniu cerca de 60 mil participantes e mais de 770 startups de mais de 60 países, consolidando-se como um dos principais pontos de conexão entre o ecossistema de inovação, grandes corporações e governos.

Com o tema "Sustainable Cities through High Technology", a edição de 2026 deu ênfase à aplicação prática de tecnologias emergentes, especialmente nos campos de inteligência artificial, robótica e resiliência urbana. Ao longo dos três dias, foram realizados aproximadamente 10 mil encontros de negócios, apoiados por sistemas de matchmaking baseados em IA, além de demonstrações de soluções voltadas à mobilidade, infraestrutura e resposta a desafios climáticos.

Nesse contexto, uma startup brasileira também esteve presente no evento, reforçando o movimento de internacionalização do ecossistema nacional de inovação. A Ecomilhas, plataforma voltada à gestão de emissões de carbono no deslocamento corporativo, participou da programação representada por seu CEO, Lucas Nicoleti, integrando agendas de conexão com outros mercados e acompanhando de perto as discussões sobre o futuro das cidades.

A presença da empresa no evento evidencia o avanço de soluções desenvolvidas no Brasil em direção a espaços cada vez mais globais. Em um ambiente com alto nível de competitividade e diversidade de propostas, a participação em iniciativas desse porte contribui para ampliar a visibilidade de tecnologias que buscam responder a desafios estruturais, como mobilidade urbana e sustentabilidade.

Para Lucas Nicoleti, a experiência reforça a percepção de que esses desafios são compartilhados entre diferentes regiões do mundo. "O que mais chama atenção é como as discussões convergem. Independentemente do país, as cidades estão lidando com problemas muito parecidos, especialmente quando falamos de mobilidade e emissões. Estar em um ambiente como esse ajuda a entender como diferentes soluções estão sendo construídas e onde faz sentido conectar isso com o que já estamos desenvolvendo", afirma.

O SusHi Tech Tokyo também destacou o papel das cidades como ambientes de experimentação, com iniciativas que buscam integrar inovação ao cotidiano urbano de forma mais direta. A expectativa do governo metropolitano de Tóquio é que o evento evolua, nos próximos anos, para uma plataforma de inovação distribuída pela cidade, consolidando a capital japonesa como um dos principais hubs globais do setor.

A participação de startups brasileiras nesse tipo de agenda internacional reforça não apenas o potencial de expansão dessas soluções, mas também a capacidade do país de contribuir com o debate global sobre tecnologia e sustentabilidade, em um cenário cada vez mais orientado por dados, colaboração e escala.

Sobre a Ecomilhas

A Ecomilhas é uma plataforma brasileira de tecnologia climática voltada à gestão das emissões de carbono associadas ao deslocamento de colaboradores, classificadas como Escopo 3.7. A proposta parte de um desafio recorrente nas empresas: transformar um tema difuso, muitas vezes tratado com estimativas, em dados estruturados e utilizáveis no dia a dia da operação.

Por meio da coleta de informações de mobilidade e da aplicação de metodologias alinhadas a padrões internacionais, a plataforma permite organizar esses dados em indicadores que podem ser acompanhados ao longo do tempo. Isso abre espaço para uma leitura mais concreta sobre o impacto das operações e para a incorporação do tema nas rotinas de gestão e reporte.

A solução também dialoga com o engajamento dos colaboradores, conectando a mensuração a práticas que incentivam mudanças de comportamento. Na prática, isso contribui para que o tema deixe de ser apenas um dado de inventário e passe a fazer parte da dinâmica da empresa.

Como resume o CEO Lucas Nicoleti, "o desafio nunca foi só medir, mas conseguir transformar esse dado em algo que a empresa consiga usar no dia a dia. Quando isso acontece, o tema deixa de ser acessório e passa a influenciar decisões de verdade".

Com atuação no Brasil e em processo de expansão internacional, a Ecomilhas tem participado de iniciativas fora do país para aprofundar esse debate em outros contextos. Para Lucas, essa troca tem sido importante para validar o problema em diferentes mercados: "O que chamou atenção é que, mesmo em realidades diferentes, a dificuldade de medir e organizar esses dados se repete. Existe um interesse grande, mas ainda pouca estrutura para lidar com isso", observa.

Nesse cenário, a empresa se insere em um movimento mais amplo de amadurecimento das agendas climáticas, em que a qualidade dos dados passa a ter um papel central na forma como as organizações planejam, acompanham e comunicam suas estratégias.

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