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Falhas na rotina elevam riscos de segurança em condomínios

Excesso de confiança, ausência de protocolos e falhas operacionais estão entre as principais vulnerabilidades na segurança condominial, aponta diretor do Grupo Bravo Te.

Falhas na rotina elevam riscos de segurança em condomínios
Falhas na rotina elevam riscos de segurança em condomínios

A sensação de segurança em condomínios pode ser ilusória. Apesar da presença de porteiros e sistemas de controle de acesso, falhas simples na rotina continuam sendo uma das principais portas de entrada para ocorrências. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, o Brasil registrou 20.344 roubos em residências, 26.544 em estabelecimentos comerciais e 329.856 de pessoas transeuntes. Os números evidenciam que crimes patrimoniais seguem recorrentes mesmo em ambientes considerados protegidos.

Para Fabiano Fernandes, especialista em segurança patrimonial e diretor do Grupo Bravo Te, o maior risco está justamente na falsa sensação de controle. "Na maioria dos casos, não falta estrutura, faltam processos. A rotina gera confiança excessiva, e regras básicas deixam de ser seguidas. É nesse ponto que surgem as vulnerabilidades", afirma.

Erros que aumentam o risco no dia a dia

Sem processos bem definidos, a segurança varia conforme o turno ou o profissional responsável, reduzindo a previsibilidade e abrindo brechas. "A segurança não pode depender exclusivamente da atenção de uma pessoa. É preciso ter procedimento, tecnologia e gestão. Quando isso não acontece, o sistema fica vulnerável, mesmo que exista estrutura aparente", explica Fabiano.

Presença física não é garantia de segurança

Um dos equívocos mais comuns, segundo o especialista, é acreditar que a presença física na portaria é suficiente para garantir proteção. "A presença ajuda, mas não resolve sozinha. Se não houver controle de acesso estruturado, registro de informações e acompanhamento da operação, o risco continua existindo. Segurança é processo, não apenas presença", diz.

Além das falhas operacionais, o comportamento dos próprios moradores pode contribuir para situações de risco. Entre os exemplos mais comuns estão a liberação de entrada para desconhecidos, compartilhamento de acessos e descuido com regras básicas do condomínio.

Com a tecnologia presente no setor, com soluções como monitoramento remoto, controle de acesso digital e sistemas integrados. No entanto, o especialista Fabiano reforça que a tecnologia, por si só, não resolve o problema.

"A tecnologia é uma ferramenta importante, mas precisa estar integrada a processos e à gestão. Quando bem aplicada, ela aumenta o controle e reduz falhas. Quando não, vira apenas um recurso subutilizado", frisa Fernandes.

Caminho passa por gestão e conscientização

Para reduzir riscos, a recomendação é investir na estruturação de processos, treinamento das equipes e conscientização dos moradores.

"A segurança começa no comportamento e se sustenta na gestão. Quando existe clareza de procedimentos e responsabilidade compartilhada, o nível de proteção aumenta de forma consistente", conclui.

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