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Adoção de IA avança, mas governança ainda é ponto cego

Levantamentos da Bain & Company, da Deloitte e da Fast Company Brasil indicam que o uso de inteligência artificial generativa já é praticamente universal nas empresas brasileiras, mas a maioria ainda não conta com estruturas formais de governança. Em São Carlos (SP), workshop voltado a lideranças executivas propõe um framework de decisão em seis etapas para avaliar iniciativas de IA.

Adoção de IA avança, mas governança ainda é ponto cego
Adoção de IA avança, mas governança ainda é ponto cego

O uso de inteligência artificial generativa já está presente em 95% das empresas brasileiras, segundo o "AI Readiness Survey 2026" da Bain & Company em parceria com a Microsoft, mas a maioria ainda não dispõe de estruturas formais de governança, o que representa um risco estratégico para conselhos de administração.

O levantamento da Bain, que entrevistou mais de 1.200 líderes de negócio, aponta que 83% das organizações não têm frameworks adequados de governança de dados e apenas 34% contam com políticas específicas de proteção de dados para IA. Além disso, apenas 41% conseguiram mensurar retorno financeiro positivo nos primeiros 12 meses de uso.

Dados da Deloitte, publicados no relatório "State of AI 2026", mostram que 95% das empresas brasileiras planejam adotar agentes de IA autônomos nos próximos dois anos, porém apenas 27% consideram seus modelos de governança maduros – percentual ainda acima da média global de 21%.

Uma pesquisa da Fast Company Brasil indica que 84% das companhias já utilizam alguma forma de IA, mas 61% obtêm resultados pontuais ou irrelevantes para a estratégia de negócio. O estudo aponta a criação de comitês formais sem poder real de supervisão e a transferência de decisões sensíveis para sistemas automatizados sem critérios claros de responsabilidade como principais falhas.

Para enfrentar esse descompasso, a CAPPEI Treinamento e Desenvolvimento Profissional realizará, em 14 de novembro, o workshop presencial "AI Boardroom" no Hotel Nacional Inn, em São Carlos (SP). O evento, dirigido a diretores e executivos C‑level, apresenta um framework de decisão em seis etapas – abrangência, justificativa estratégica, valor de negócio, priorização, risco e ação – para avaliar iniciativas de IA antes da aprovação.

O workshop será conduzido por Roberto de Jesus Oliveira, CTO as a Service com quase duas décadas de experiência em tecnologia, arquitetura de software e Business Intelligence. Oliveira também leciona na FGV e no Senac, co‑autor de livro sobre Business Intelligence e membro fundador da ABRACD, tendo participado da concepção do Congresso Nacional de IA Generativa (CONAGEN). São Carlos, reconhecida como polo tecnológico do interior paulista, reúne empresas de base tecnológica, startups e universidades como USP e UFSCar, o que reforça a relevância de capacitar lideranças executivas em governança de IA.

Serviço: Workshop "AI Boardroom" – 14 de novembro, Hotel Nacional Inn, São Carlos (SP). Evento presencial voltado a diretores e executivos C‑level.

Fontes consultadas: Bain & Company, "AI Readiness Survey 2026" (parceria Microsoft); Deloitte, "State of AI 2026"; Fast Company Brasil, "Conselhos precisam governar o que a IA torna invisível".

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