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Economia

Pesca esportiva movimenta R$ 70 milhões por ano e ganha espaço na economia sustentável do Amazonas

Atividade alia turismo, conservação ambiental e geração de renda para impulsionar o desenvolvimento no interior do estado

Pesca esportiva movimenta R$ 70 milhões por ano e ganha espaço na economia sustentável do Amazonas
(Foto: Divulgação)

O Amazonas tem potencial para transformar a pesca esportiva em uma das principais atividades da economia sustentável do Estado, mas ainda deixa de aproveitar uma cadeia produtiva que movimenta cerca de R$ 70 milhões por ano no estado e até R$ 3 bilhões no Brasil. Os dados são da Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE), que aponta a atividade como um dos segmentos mais promissores para impulsionar o turismo, fortalecer a bioeconomia e criar novas oportunidades de emprego e renda para milhares de famílias do interior, tendo a conservação ambiental como principal aliada.

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Para o engenheiro civil Marcellus Campêlo, a pesca esportiva reúne todos os elementos para se consolidar como uma política permanente de desenvolvimento regional. Com base na experiência acumulada durante mais de sete anos à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), ele avalia que o Amazonas reúne condições únicas para transformar esse potencial em uma política pública.

Segundo Marcellus Campêlo, esse modelo pode ampliar oportunidades de emprego e renda, fortalecer a economia do interior e melhorar a qualidade de vida da população, sem abrir mão da preservação dos recursos naturais. “O Amazonas não precisa escolher entre preservação e desenvolvimento. É possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo, desde que existam ações permanentes capazes de gerar emprego, renda e oportunidades para as comunidades do interior, cuidando também da conservação ambiental”, afirma.

A pesca esportiva é baseada no sistema de “pesque e solte”, no qual o peixe retorna ao ambiente após a captura. Esse modelo, diz ele, preserva os estoques pesqueiros e transforma a conservação dos rios e da biodiversidade em um ativo econômico, permitindo que desenvolvimento, turismo e proteção ambiental caminhem lado a lado.

CADEIA ECONÔMICA

O presidente da Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE), Régis Portari, destaca que a atividade deixou de ser apenas uma modalidade de lazer para se tornar uma importante cadeia econômica. “Quando bem regulamentada, a pesca esportiva beneficia operadores turísticos, hotéis, pousadas, restaurantes, transportadores, comércio especializado e comunidades ribeirinhas, ao mesmo tempo em que estimula a conservação dos recursos pesqueiros por meio do sistema de ‘pesque e solte'”, ressalta.

Além dos impactos econômicos, a pesca esportiva representa uma oportunidade de geração de renda para quem vive às margens dos rios. A atividade fortalece pequenos negócios, amplia o mercado para prestadores de serviços e cria novas perspectivas de trabalho para famílias que dependem dos recursos naturais, fazendo da preservação ambiental um fator essencial para o próprio sustento das comunidades.

Esse cenário já é realidade em Barcelos, no Médio Rio Negro, um dos principais destinos da modalidade no Amazonas e reconhecido pela pesca do tucunaré-açu. De acordo com a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), durante a temporada, o município recebe visitantes brasileiros e estrangeiros, impulsionando uma cadeia que inclui hotéis, pousadas, barcos-hotéis, restaurantes, transporte e o comércio local.

O aumento da atividade turística amplia a oferta de trabalho e movimenta a economia da cidade, demonstrando que conservar os rios também significa gerar oportunidades para quem vive no interior.

É justamente essa capacidade de transformar a conservação ambiental em oportunidade para milhares de famílias que, na avaliação de Marcellus Campêlo, faz da pesca esportiva uma estratégia de desenvolvimento para o Amazonas. “Quando há planejamento, investimentos e participação das comunidades, todos ganham: o meio ambiente, a economia e a população do interior. Essas ações precisam ser permanentes, no sentido de transformar potencial em oportunidades concretas”, conclui.

 

Fonte: ASSESSORIA

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