Médico questiona interpretação de estudo sobre imunidade da covid

Médico questiona interpretação de estudo sobre imunidade da covid

Saúde

Estudo publicado na Nature Medicine se baseou em aumento frequente de anticorpos contra o vírus; imunologista diz que isso não significa reinfecção 

O contato com o coronavírus, de quem já teve a covid-19, causa aumento de anticorpos e não reinfecção, segundo afirma o imunologista Roberto Zeballos em um vídeo postado em seu Instagram. Ele contexta a interpretação de um estudo publicado na segunda-feira (14) na revista Nature Medicine que diz que a imunidade adquirida após o contágio da covid-19 é de curta duração. “Essa informação não está correta. Vou esclarecer uma notícia que pode gerar pânico”, explica no vídeo.

O estudo, realizado por pesquisadores da Holanda, Bélgica e Espanha, afirma que a imunidade do coronavírus sazonal, cepas mais simples de coronavírus, é de curto prazo. Isso poderia ser um indício de que a imunidade gerada pelo Sars-Cov-2, que causa a covid-19, também seja de curto prazo.

O médico explica que, quando os participantes do estudo analisados pelos pesquisadores tiveram contato novamente com o vírus, as células de memória desses indivíduos promoveram um aumento de anticorpos para aquele vírus, mas não houve doença. “Conforme esses pacientes entravam em contato com uma cepa que já tinham entrado eles desenvolviam anticorpos, não desenvolviam doença.”

O estudo afirma que a infecção por coronavírus sazonal pode ser assintomática e que, portanto, seriam necessárias contínuas amostras respiratórias, o que não é viável. Assim, os pesquisadores resolveram utilizar testes sorológicos.

Os pesquisadores examinaram 513 amostras de soro coletadas regularmente de dez homens adultos saudáveis em Amsterdã desde 1980. Os autores mediram o aumento de anticorpos contra a proteína do nucleocapsídeo (abundante no coronavírus) para cada coronavírus sazonal e consideraram cada aumento de anticorpos como uma nova infecção.

Cada paciente teve entre 3 e 17 infecções, com intervalos de 6 e 195 meses entre as infecções (8,7 anos). Os homens foram infectados pela mesma cepa de coronavírus 12 meses após a primeira infecção.

Os pesquisadores também notaram que no inverno as infecções eram mais frequentes, informação confirmada pelo imunologista.

 

Fonte: R7.COM 

 

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