Projeto “Contando histórias, revelando tradições” inicia oficinas nesta segunda-feira (5)

Projeto “Contando histórias, revelando tradições” inicia oficinas nesta segunda-feira (5)

Cultura

As oficinas de contação de histórias, com formas animadas e instrumentos musicais indígenas começam nesta segunda às 15h e vai até o dia 09 de abril. As inscrições estão abertas na plataforma do google forms: https://forms.gle/mrqJpabPMd5qZuGb6

Três artistas, Vanessa Bordin e Francineth Lira e Leandro Lopes, teatrólogos, professores e graduandos do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), irão ministrar esta semana as oficinas de contação de histórias, teatro de formas animadas e instrumentos musicais, do dia 05 ao dia 09, na plataforma do Portal de Artes MeVer www.mever.com.br, pelo projeto “Contando histórias, revelando tradições”, coordenado pela professora do curso de Artes Cênicas, Vanessa Bordin. O projeto foi aprovado pelo Edital 07/2020- Prêmio Encontro das Artes – Lei Aldir Blanc – Teatro, e tem por objetivo promover ações emergenciais de enfrentamento ao SARS-CoV-2 (Covid-19), promovido pelo Governo Federal, Secretaria Estadual de Cultura (SEC/AM), e Conselho Estadual de Cultura. 

Segundo a coordenadora do projeto, Vanessa Bordin, a proposta do projeto de realizar estas oficinas propostas para Novo Aripuanã, município da Mesorregião do Sul do Amazonas e Microrregião do rio Madeira, localizado a 225 km de Manaus é, além de estimular a imaginação e o processo criativo dos participantes, através da contação de histórias, do teatro de formas animadas, e de instrumentos musicais indígenas, sobretudo, levar o teatro para onde ainda não há iniciativas do gênero.  

“Como este edital Prêmio Encontro das Artes é voltado para o interior do estado, pensamos em Novo Aripuanã porque pesquisamos e vimos que era uma das localidades com pouco acesso à cultura. Então, pensamos em levar estas oficinas, via recursos da Lei Aldir Blanc, uma ótima oportunidade de divulgar e ampliar o nosso trabalho”, afirma Vanessa Bordin. 

O foco das oficinas é a “contação de estórias”, explica a teatróloga, que prefere usar o termo “histórias” porque as contações ocorrerão sobre a vida das pessoas, sua ancestralidade e memória. “As formas animadas vem para contribuir com o processo da contação de histórias, mas o foco são as histórias e o trabalho criativo de improvisação com objetos e materiais que as pessoas já tenham em casa”, diz Bordin.

O jogo é a revelação de tradições que, de algum modo, fazem parte da vida dessas pessoas, nesta região, através do contato com o continuum moderno-tradicional que se revela nos objetos, nas formas que conduzem. “A dramaturgia entra na construção de uma história encenável. A partir do que trouxerem, vão construir a história deles e no final contar essa história de maneira artística. Vamos transformar as histórias, trazendo outros elementos para trabalhar a expressão na performance. Com as imagens e os objetos conseguimos visualizar o que é falado”, explica.

Materiais caseiros e muita criatividade

Garrafas, pinchas, palito de picolé, caixa de leite, retalhos de tecido, papeis diferenciados, estes e outros materiais caseiros serão utilizados para compor as oficinas.  A programação no primeiro dia conta com breve exposição e apresentação do grupo. No segundo dia, a ministrante da oficina será a atriz e professora de artes cênicas, Vanessa Bordin; no segundo e terceiro dia, será a atriz Francineth Lira, com a oficina de instrumentos musicais indígenas e, no quarto dia, o ator Leandro Lopes encerrará o circuito com a oficina de construção de bonecos.

 “A principal atração desta oficina é o exercício da ludicidade na relação com o outro e consigo mesmo, através da contação de histórias individuais. “No âmbito da educação básica, o uso do teatro de fantoche nas escolas públicas traz múltiplas metodologias de ensino e aprendizagem”, diz Leandro Lopes e acrescenta:

  “Com o manuseio do fantoche se pode alfabetizar, contar histórias, falar da importância de cuidarmos do planeta e na utilização de materiais recicláveis. Na fabricação dos fantoches, podemos também compreender que o teatro de formas animadas e suas vertentes nos proporcionam concretizar o que está no imaginário através da criação e do ato de dar vida aos bonecos”, afirma Leandro Lopes.

 O objetivo da oficina é propor a experiência de construir seu próprio boneco e experimentar a manipulação e a encenação, fazendo experimentar o domínio e as habilitadas plásticas de cada participante, com materiais de uso cotidiano. “A base do trabalho é a experimentação”, diz Leandro Lopes.

Reciclagem e som

Acompanhando as histórias, a oficina de música é uma segunda forma de estabelecer contato com a tradição dos povos indígenas do Amazonas. “Eles a entendem como um presente dos deuses, ou que é originária do mundo dos sonhos. O instrumental inclui percussão e sopro e os instrumentos são confeccionados com variedades de materiais da natureza: sementes, madeira, fibras, pedras, objetos, ossos e cascos de animais”, explica.

A oficina ressignificará os instrumentos, inserindo a reciclagem na confecção dos mesmos. “Os instrumentos musicais serão produzidos com materiais recicláveis. Foi uma ideia que veio na pandemia, me senti instigada a ressignificar os instrumentos, a partir da reciclagem, no contexto de surgimento das histórias, advindas do imaginário e das referências tradicionais trazidas pelos participantes.

Os vídeos com a oficina na íntegra ficarão disponíveis no canal do Portal MeVer no YouTube, afirma Guilherme Carvalho, um dos idealizadores da plataforma. “É de suma importância ter no portal MeVer o projeto “Contando histórias, revelando tradições” na plataforma de artes MeVer, principalmente pela importância de mantermos a tradição dos ensinamentos das narrativas por meio da oralidade, neste período pandêmico. Assim esperamos contribuir com o acesso a um acervo de uma das expressões mais antigas da humanidade, que perpetua pela necessidade cultural de sobrevivência do conhecimento popular.

Fonte: ASSESSORIA

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