A sensação de que o rosto está "derretendo", a perda do contorno da mandíbula, o surgimento do chamado "buldogue" e a flacidez são queixas cada vez mais frequentes nos consultórios dermatológicos. Esses traços ocorrem especialmente entre mulheres a partir dos 40 anos ou que passaram por um emagrecimento significativo. Mas, ao contrário do que muita gente imagina, nem sempre a solução está em preencher o rosto ou fazer uma cirurgia.
Segundo a dermatologista Ana Furst, da Lenzaví Clinic, em Belo Horizonte, e embaixadora da técnica V-Lift e referência do procedimento na capital mineira, o grande desafio do rejuvenescimento facial é entender o que realmente está acontecendo com as estruturas que sustentam a face. "Uma das frases que mais escuto das minhas pacientes é: ‘doutora, sinto que meu rosto está caindo, mas morro de medo de ficar com aquele rosto cheio, artificial’. E elas têm razão em se preocupar. Muitas vezes, o rosto não precisa de mais volume. Precisa de uma estratégia para recuperar a sustentação que foi se perdendo com o tempo", explica.
O segredo, segundo ela, está na sustentação, não no volume. Especialista em gerenciamento do envelhecimento facial, Ana Furst tem se destacado pela utilização do V-Lift, técnica de reposicionamento tridimensional que busca melhorar o suporte das estruturas profundas da face, favorecendo a definição dos contornos sem depender de grandes volumes de preenchedores. Desenvolvida pela médica Virgínia Amaral, o V-Lift utiliza bioestimulador de colágeno, presente no Radiesse, aplicada em pontos anatômicos estratégicos, com atenção especial às estruturas ligamentares responsáveis pela sustentação facial.
Ana Paula Furst explica que o diferencial não está simplesmente no produto utilizado, mas no conhecimento anatômico e na precisão da técnica. "O V-Lift não é apenas uma aplicação de bioestimulador de colágeno. Existe toda uma estratégia por trás de cada ponto de aplicação. Nós trabalhamos diferentes planos anatômicos, buscando melhorar o suporte dos tecidos e favorecer seu repositionamento. É um trabalho que exige muito conhecimento da anatomia facial, planejamento e precisão", destaca.
A técnica pode proporcionar uma melhora perceptível na sustentação logo após o procedimento, associada a efeitos progressivos relacionados à estimulação de colágeno. "O erro é acreditar que toda flacidez precisa ser corrigida colocando mais produto no rosto. Quando você entende a anatomia e identifica exatamente onde está a perda de suporte, consegue planejar um tratamento muito mais preciso. É isso que faz diferença no resultado", afirma a dermatologista.
Para Ana Furst, o V-Lift representa uma mudança importante na maneira de abordar determinados sinais do envelhecimento. "Eu sempre digo que não quero mudar o rosto de ninguém. Quero que minhas pacientes continuem se reconhecendo, mas com uma aparência mais descansada, contornos mais definidos e melhor sustentação. O resultado precisa ser elegante, não exagerado."
O futuro do rejuvenescimento está na individualização
Para Ana Furst, a principal evolução da dermatologia estética está em abandonar a ideia de tratamentos padronizados e compreender que cada rosto envelhece de maneira diferente.
A especialista ressalta que o V-Lift não substitui a cirurgia plástica em todos os casos, especialmente quando existe excesso importante de pele ou flacidez avançada. Por isso, a indicação deve considerar as condições anatômicas, o grau de envelhecimento e as expectativas individuais.
"Não existe uma receita pronta para rejuvenescer. Existem rostos diferentes, histórias diferentes e necessidades diferentes. Meu trabalho é identificar o que realmente precisa ser tratado e escolher a melhor estratégia para aquela pessoa", pontua. "Gerencio o tempo no rosto das minhas pacientes, sem mudar quem elas são", finaliza.



