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Equipe da rede municipal de Manaus vence prêmio de inovação na First Lego League 2026.

Equipe da rede municipal de Manaus vence prêmio de inovação na First Lego League 2026.
Foto – Wendell Ramos

Estudantes da rede municipal de ensino de Manaus conquistaram o prêmio “Inovação” na etapa nacional da First Lego League (FLL) 2026, realizada no sábado (17), no Rio de Janeiro. A equipe, formada por cinco alunos e uma professora do Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Senador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho, participou da categoria Explorer e representou a educação pública da capital amazonense na competição de robótica.

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A classificação para a etapa nacional veio após a equipe conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o título de campeã regional, em junho. O resultado garantiu aos estudantes a oportunidade de competir com escolas particulares e instituições reconhecidas na área da robótica educacional, destacando o trabalho desenvolvido na rede pública municipal em ciência, tecnologia e inovação.

Robótica estimula criatividade e aprendizagem

Segundo o gerente de Tecnologia Educacional da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Austônio Queiroz dos Santos, a participação no festival demonstra a importância de investir na formação de estudantes e educadores.

“Essa experiência fortalece o aprendizado por meio da robótica educacional, estimulando a criatividade, o raciocínio lógico, a colaboração e a inovação. Iniciativas como essa ampliam os horizontes, demonstram o potencial dos nossos alunos, valorizam o trabalho dos educadores e reafirmam o compromisso com uma educação pública de qualidade, conectada à ciência, à tecnologia e aos desafios do presente e do futuro”, destacou.

A equipe integra o Curumim Tech, um dos clubes de robótica do Procurumim, projeto formativo desenvolvido pela Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM), da Semed.

A iniciativa amplia o contato dos estudantes com programação, robótica, cultura maker e pensamento computacional. As atividades buscam desenvolver a criatividade, a colaboração e a capacidade de encontrar soluções para problemas por meio da tecnologia.

Projeto conecta robótica e arqueologia

Na escola, a professora Juliana Viana coordena o desenvolvimento do projeto “Arquoguardião”, que combina recursos tecnológicos e conhecimentos históricos para aproximar as crianças da arqueologia e incentivar a preservação da memória e da cultura.

A proposta também estimula a curiosidade científica, o trabalho coletivo e a utilização da tecnologia na busca por soluções.

“As crianças aprenderam que proteger o passado é valorizar a nossa história, desenvolver a curiosidade científica, trabalhar em equipe e utilizar a tecnologia para solucionar problemas. Esse aprendizado contribui para a formação de cidadãos mais comprometidos com a preservação da nossa memória e da nossa cultura”, explicou a coordenadora.

Experiência marca trajetória dos estudantes

Além do reconhecimento na competição, a participação nacional representa a realização de um sonho para os integrantes da equipe. Danielly Bianca Souza, estudante do 5º ano, relatou que o desenvolvimento do projeto exigiu pesquisa, dedicação e superação de dificuldades.

A aluna também ressaltou que a robótica envolve mais do que construir e programar modelos, pois contribui para o desenvolvimento de habilidades importantes para a convivência e a vida em grupo.

“No começo, tinha muitas dificuldades, mas, estudando, pesquisando e aprendendo com o nosso monitor Malaquias e com a professora Juliana, a gente foi evoluindo. Foi difícil, mas, ao mesmo tempo, foi muito legal aprender coisas novas e conhecer mais sobre arqueologia. A robótica também ensina a trabalhar em equipe, respeitar uns aos outros e dividir tarefas. A gente aprende que não devemos desistir dos nossos sonhos”, afirmou.

 

Fonte: ASCOM/SEMED

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