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Mercado funerário pet cresce com mudança nas famílias

Busca por cremação, cerimônias e planos funerários acompanha a maior integração dos animais à rotina das famílias

Mercado funerário pet cresce com mudança nas famílias
Mercado funerário pet cresce com mudança nas famílias

A relação dos brasileiros com os animais de estimação vem passando por mudanças e também influencia a forma como os tutores lidam com a perda de cães e gatos. Com os pets ocupando um espaço cada vez mais relevante dentro das famílias, cresce a procura por serviços como cremação individual, cerimônias de homenagem e planos funerários específicos.

O movimento acompanha a consolidação das chamadas famílias multiespécies, nas quais os animais são considerados integrantes do núcleo familiar. Casais sem filhos, pessoas que vivem sozinhas e tutores que tratam os pets como membros da família estão entre os públicos que buscam alternativas para uma despedida considerada mais respeitosa e acolhedora.

"Quando falamos sobre serviços funerários pet, não estamos tratando apenas de um novo mercado. Estamos falando de pessoas que desejam encerrar um ciclo da mesma forma como viveram toda a relação com seus animais: com cuidado, afeto e respeito", afirma Elisangela Minato, coordenadora do Colina Pet e Cerimonial do Grupo Colina.

Segundo a executiva, a mudança de comportamento também pode ser percebida nos cuidados oferecidos aos animais ao longo da vida. Investimentos em alimentação, atendimento veterinário, bem-estar e conforto passaram a fazer parte da rotina de muitos tutores, aumentando também a busca por alternativas para o momento da despedida.

"Existe um sentimento de gratidão muito grande por parte dos tutores, que desejam preservar a memória de seus companheiros de maneira respeitosa e significativa", enfatiza a executiva.

Dados citados pela U.S. News & World Report, em levantamento divulgado em 2026, ajudam a dimensionar essa mudança de comportamento. De acordo com a publicação, 30% dos tutores entrevistados afirmam gastar mais com seus animais de estimação do que com a própria saúde, enquanto 37% dizem tratar os pets como "realeza mimada".

A transformação também alcança o setor funerário. A oferta de serviços destinados aos animais de estimação vem se ampliando, com opções que incluem cremação individual, cerimônias de homenagem e planos de assistência funerária.

Outro movimento recente ocorreu no âmbito da legislação. Em 2026, o Governo do Estado de São Paulo sancionou a chamada Lei Bob Coveiro, que permite o sepultamento de cães e gatos em jazigos e campas pertencentes às famílias de seus tutores, desde que observadas as regulamentações municipais.

A medida acompanha uma discussão mais ampla sobre a relação entre pessoas e animais e sobre as formas de lidar com o luto pela perda de um pet. Para o setor, a demanda por serviços específicos indica a necessidade de oferecer alternativas que considerem as diferentes formas de vivenciar esse momento.

"A despedida passou a ser entendida também como uma forma de homenagear uma história construída ao longo de anos. Oferecer alternativas para que as famílias possam viver esse momento com respeito, acolhimento e dignidade faz parte dessa transformação", conclui Elisangela.

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