O envelhecimento da população brasileira vem remodelando diversos segmentos da economia, entre eles o mercado de planos funerários. Tradicionalmente asociado ao momento da perda, o setor amplia seu escopo de atuação para atender um consumidor mais longevo, que busca cada vez mais planejamento financeiro, proteção patrimonial e serviços que gerem valor ao longo da vida.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve aumento de 71% no número de idosos no Brasil nos últimos 15 anos e a expectativa de vida alcançou 76,4 anos, consolidando uma tendência de envelhecimento populacional que fortalece a chamada economia prateada. Hoje, o público com mais de 50 anos movimenta cerca de R$ 1,8 trilhão por ano no país, o equivalente a aproximadamente 24% do consumo privado nacional, segundo a consultoria Data8.
A mudança demográfica também vem alterando a forma como os brasileiros encaram o planejamento para o futuro. Dados do Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF) mostram que o país registrou, em 2025, um recorde de 38.740 testamentos formalizados, crescimento de 21% nos últimos cinco anos. O avanço evidencia que temas como organização patrimonial, sucessão e redução de burocracias deixam de ser tabu para integrar o planejamento financeiro das famílias.
Nesse cenário, o mercado de planos funerários se torna parte dessa transformação estratégica. Além da economia financeira e do menor desgaste emocional oferecidos pelos planos, empresas do setor vêm investindo em serviços que fortalecem o relacionamento contínuo com o cliente em vida, ampliando a percepção de valor da mensalidade e acompanhando as novas demandas dessa população.
"Durante muitos anos, o plano funerário foi visto apenas como um produto para utilização em um momento específico. Hoje, observamos uma mudança importante no comportamento do consumidor, que busca soluções capazes de oferecer proteção, organização e benefícios durante toda a vida. Isso leva o setor a evoluir para um modelo ainda mais completo de assistência às famílias", afirma Alessandro Oliveira, diretor do Grupo Zelo.
No Grupo Zelo, esse movimento se traduz na evolução da plataforma Du Benefícios, que complementa os planos funerários com uma rede de vantagens para utilização em vida. Em 2025, a empresa lançou uma nova versão do aplicativo, incorporando funcionalidades como telemedicina, carteira digital com cashback, acesso à rede credenciada e acompanhamento da economia gerada pelos usuários.
Os resultados mostram a crescente relevância desse modelo. Atualmente, a plataforma reúne mais de 4,5 mil parceiros comerciais e mais de 14 pontos de venda, alcançando 253.168 usuários ativos, com média de 31.738 novos usuários por mês. Em 2025, os benefícios oferecidos geraram mais de R$ 50,8 milhões em economia aos clientes, além de registrar mais de 3.300 agendamentos mensais e cerca de 2 mil atendimentos em telemedicina. A plataforma registra um tempo médio de atendimento inferior a oito minutos e o índice de satisfação dos clientes (NPS) é de 77,4.
Para Oliveira, essa evolução acompanha uma tendência que deve ganhar força nos próximos anos. "O mercado de planos funerários passa a ocupar um espaço cada vez mais relevante dentro da jornada de planejamento das famílias. O consumidor procura previsibilidade, redução de impactos financeiros e soluções que entreguem valor antes mesmo de serem acionadas. Isso transforma o plano funerário em um serviço de proteção continuada, alinhado às necessidades de uma população que vive mais e planeja melhor o futuro."




