Pé-de-Pincha 20 anos conservando os quelônios da Amazônia

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O projeto Manejo Comunitário de Quelônios (Pé-de-Pinha) da Universidade Federal do Amazonas/UFAM, que nasceu no lago do Piraruacá no município de Terra Santa/PA, neste ano de 2019 está completando 20 anos de conservação nas comunidades ribeirinhas amazônicas, com trabalho de proteção comunitária dos tracajás, tartarugas e iaçás da região.

Em 1999, a Universidade Federal do Amazonas/UFAM em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA e as comunidades ribeirinhas, iniciaram um programa de manejo comunitário de Quelônios, o Projeto Pé de Pincha. De lá, esse projeto se espalhou por mais de 15 municípios e 123 comunidades do Amazonas e do Pará, aos longos do Médio rio Amazonas, Juruá, Negro e Madeira e realizou a soltura de mais de 4,5 milhões de bichos de casco.

Segundo o coordenador geral do projeto Prof.Dr, Paulo Cesar Machado Andrade, tudo começou com o sonho e a determinação do senhor Manuelino Bentes e sua família, que procuraram a Universidade Federal do Amazonas/UFAM, para ajudar a conservar esses animais que estavam seriamente ameaçados pelo comércio ilegal de bichos e seus ovos. A Universidade Federal do Amazonas/UFAM e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA, realizaram a capacitação de agentes ambientais comunitários que começaram a realizar o monitoramento do lago e a sensibilizar os moradores locais através de ações de educação ambiental.

De acordo com a coordenadora de educação ambiental do projeto Profa. Dra. Aldeniza Cardoso de Lima, nestes 20 anos mais de 40 mil pessoas foram envolvidas diretamente nas atividades do projeto principalmente os envolvimentos das escolas dos municípios que participam do projeto através   dos professores  que desenvolvem trabalhos com seus alunos.

Ainda de acordo com os coordenadores o Projeto Pé de Pincha é um dos maiores programas de conservação comunitária de Quelônios e de voluntariado do mundo, sendo este trabalho reconhecido a nível global com uma publicação importante revista científica Nature em novembro do ano passado. Durante esses 20 anos o projeto ajuda na formação de acadêmicos de graduação, mestrando e doutorando em varias área do conhecimento.

Há 20 anos atrás o projeto plantou uma pequena semente e hoje essas sementes estão nos quatro cantos dessa imensa Amazônia. “Que venha muitos e muitos 20 anos do projeto Pé-de-Pincha, às comunidades ribeirinhas e o meio ambiente agradece”.

 

Por Francis Batista/ Amazônia Sem Fronteira

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