No Dia Mundial do Pão, conheça os 'padeiros da pandemia'

No Dia Mundial do Pão, conheça os ‘padeiros da pandemia’

Economia

Seja por inspiração, distração ou necessidade, profissionais colocaram as mãos na massa, começaram a fazer pães e transformaram em negócio

Alvo de vários vídeos saborosos ou engraçados nas redes sociais, o pão nosso de cada dia ganhou destaque durante a pandemia do novo coronavírus. Muitas pessoas se arriscaram a por as mãos na massa e criar seu próprio pãozinho.

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No Dia Mundial do Pão, comemorado nesta sexta-feira (15), conheça a história de cinco desses aventureiros que transformaram a produção em um negócio.

Adriana Aparecida Santos, 50 anos, era representante comercial até o início da pandemia. Foi um curso de confeitaria que fez como plano B que a abriu as portas para o mundo da culinária.

“Eu assisti uma live da escola ensinando a fazer pães e decidi começar a fazer. Alguns vizinhos gostaram e começaram a fazer encomendas.”

A produção que começou em março, já totaliza 1700 unidades. Os preços vão de R$ 10 a R$ 40.

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Adriana comunicou a empresa que não voltará ao trabalho e vai formalizar a empresa se cadastrando como MEI. Ela é dona da página @o.pãonosso no Instagram.

“Já criei minha marca, fiz logo e agora vou abrir a empresa. Descobri minha paixão.”

Ela virou MEI na pandemia

Eva Viana formalizou a empresa

Eva Viana formalizou a empresa

Arquivo pessoal

Eva Viana, 46 anos, é pedagoga e fazia pães como complemento de sua renda para vender no trabalho – inicialmente em uma empresa de telemarketing, depois na escola –, mas foi na pandemia que seu negócio tomou forma

“A demanda aumentou muito. Passei de 12 pães por mês, que produzia antes da pandemia, para 48 e fui me aperfeiçoando.”

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Eva decidiu se formalizar na pandemia e virou MEI (Microempreendedor individual). Também criou a página @corujinha.paesebolos no Instagram.

Atualmente ela faz tudo sozinha e conta com o filho para fazer as entregas.

Entre os pais, ela produz: tradicional, recheados com catupiry, calabresa, torresmo, presunto e queijo, de milho e pão doce. Os preços variam de R$ 13 a R$ 20.

Fornadas aos fins de semana

Lucas faz pães aos fins de semana

Lucas faz pães aos fins de semana

Arquivo pessoal

Lucas Maziviero, 23, é cozinheiro profissional. No início da pandemia, teve o contrato de trabalho suspenso e viu na produção de pães uma fonte de renda.

Apesar de trabalhar em um restaurante que servia café da manhã, nunca havia feito pão.

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“Eu era subchefe de cozinha, observava os padeiros trabalhando, também tive aula sobre a produção de pães na faculdade, mas nunca tive interesse em fazer.”

Com a renda comprometida pela pandemia, Maziviero como começou a fazer pães aos fins de semana e a vender para amigos e familiares.

Iniciou o negócio comercializando cerca de quatro pais e hoje vende até 14 por fim de semana com a ajuda da sua página @padocadoluca no Instagram. Os preços vão de R$ 18 a R$ 35.

O padeiro diz que pretende ampliar o negócio e abrir a sua própria empresa.

Receitas para aumentar imunidade das filhas

A jornalista Patrícia Fioravanti, 43, decidiu mudar de profissão e abrir um restaurante na escola onde as filhas estudam no início do ano. Porém, viu seu projeto ser paralisado durante a pandemia do novo coronavírus.

“Abri um negócio, fiquei um mês e meio servindo 90 almoços por dia e, de repente, as aulas foram suspensas e eu tive de fechar as portas.”

Patrícia: faz até 30 pães por semana

Patrícia: faz até 30 pães por semana

Arquivo pessoal

Patrícia conta que durante o confinamento, começou a fazer diversas receitas para aumentar a imunidade das filhas.

Em maio fez pães, as filhas amaram e ela postou na sua página no Instagram. Uma amiga viu e pediu um para ela.

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“Ela é médica infectologista e tinha acabado de se recuperar da covid-19, não tinha como negar seu pedido.”

A amiga adorou sua receita e sugeriu para ela fazer da produção um negócio para tocar na pandemia.

Patrícia, então, começou a vender para vizinhos, amigos até criar a página voa_paodapati no Instagram e chegar a produzir até 30 pães por semana.

Funciona assim: ela seleciona as receitas da semana, envia para sua lista de transmissão no WhatsApp, pega os pedidos e entrega no bairro de Perdizes, na zona oeste da capital de São Paulo

Fonte:R7.COM

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