Comunidades ribeirinhas do município de Barreirinha/AM, devolvem para a natureza mais de 20 mil filhotes de quelônios

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As 22 Comunidades localizadas em torno do rio Andirá no município de Barreirinha/AM, a 330 km em linha reta  de Manaus, devolveram neste final de semana para a natureza, mais 20 mil filhotes de quelônios de varias espécies o Tracajá (Podocnemis Unifilis) e a Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa).O evento aconteceu na comunidade do Piraí e contou com a presença da coordenadora do projeto Manejo Comunitário de Quelônios “Pé-de-Pincha” da Universidade Federal do Amazonas/UFAM, que realizam pesquisas cientificas há 18 anos nas 22 comunidades do município de Barreirinha/AM.

O sino toca, amanhece, historias, poesias, encantos e muita beleza natural são assim que é conhecido o majestoso Rio Andirá. Na margem esquerda do Andirá fica a Granja Seres,30 minutos de voadeira uma das localidades mais conhecida  no passado pela a produção da melhor farinha que abastecia a Cidade de Barreirinha/AM.

Cesar Pontes coordenador do projeto Pé-de-Pincha no município de Barreirinha/AM, em 22 comunidades, destaca a Granja Seres como um exemplo de dedicação por parte das pessoas que ali residem, esse trabalho de manejo de quelônios é o ano todo, os comunitários fiscalizam as praias noite e dia para que os predadores não levem os ovos não só de quelônios mais também de varias espécie de pássaros.

Segundo a Profa. Dra. Aldeniza Cardoso de Lima da Universidade Federal do Amazonas/UFAM, e coordenadora de Educação Ambiental do projeto as ações de conscientização ambiental nestas comunidades, vem sendo realizada nestes 18 anos  com comunitários, escolas e instituições locais. “Esse é o  papel da UFAM, realizar a capacitação de agentes ambientais comunitários que começaram a realizar o monitoramento do lago e a sensibilizar os moradores locais através de ações de educação ambiental e levar para essas comunidades pesquisas cientifica através de ações de manejo e conscientização, onde possam gerar alta sustentabilidade”. Enfatizou.

De acordo com doutorando Paulo Henrique Oliveira, que está fazendo sua pesquisa com quelônios em três comunidades (Piraí, Tucumanduba e Granja Seres) em torno do rio Andirá, neste quarto ano de pesquisa já tem resultados importantíssimos na paste de alimentação e crescimento de varias espécies de quelônios.

 

Para o professor Alfredo Pontes o projeto Pé-de-Pincha conta com a participação das escolas rurais do município. Onde os professores levam os alunos para as praias para aulas praticas de manejo dos quelônios e conscientização ambiental.

Há 18 anos o projeto plantou uma pequena semente e hoje essas sementes estão nos quatro cantos desse imenso rio Andirá. “Que venha muitos e muitos 18 anos do projeto Pé-de-Pincha, às comunidades ribeirinhas e o meio ambiente agradece”.

 

 

Por Francis Batista/Redação Amazônia Sem Fronteira

 

 

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