Projeto-piloto de ginástica laboral é implantado na FCecon

Amazônia

Alongamentos e agachamentos estão entre as atividades que funcionários e colaboradores da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) estão realizando no Serviço de Saúde Ocupacional, projeto-piloto que busca medidas para reduzir a sobrecarga muscular no ambiente de trabalho.

O projeto-piloto do Serviço de Fisioterapia da FCecon é feito em parceria com o Centro Universitário do Norte (Uninorte), com o apoio do setor de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

O projeto teve início em fevereiro deste ano. Segundo a preceptora de fisioterapia da Uninorte, responsável pela área de ergonomia, Débora Mendonça, uma das especialidades trabalhadas é a ergonomia para investigar e detectar, no posto de trabalho, possíveis sintomas que causam desconforto ao colaborador.

O outro segmento é a fisioterapia do trabalho, com a ida de profissionais aos departamentos para detectar colaboradores com queixas de dor, por exemplo, ou que já possuem diagnóstico dado por um médico, como uma hérnia de disco. Neste caso, os funcionários são avaliados e encaminhamos para a fisioterapeuta do trabalho, Heloísa Araújo, que faz o atendimento no Ambulatório da Fundação.

O principal objetivo do projeto-piloto é promover a redução da sobrecarga dos movimentos realizados durante o trabalho.

LER – O estudo Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde (MS), aponta que as Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros. O levantamento revela que, entre os anos de 2007 e 2016, 67.599 casos de LER/Dort foram notificados ao órgão.

Neste período, o total de registros cresceu 184%, passando de 3.212 casos, em 2007, para 9.122 em 2016. Tanto o volume quanto o aumento nos casos nesse período sinalizam alerta em relação à saúde dos trabalhadores, diz o Ministério da Saúde.

Atividades – Às segundas, terças e quintas-feiras, os profissionais do projeto vão até os setores da FCecon para realizar as atividades. São feitos exercícios compensatórios nas musculaturas mais requeridas e não requeridas durante o trabalho como liberação de pontos tensionais, alongamentos, dinâmica e breves agachamentos com o peso do próprio corpo do colaborador.

Queixas – As principais queixas dos funcionários, segundo Débora Azevedo, são dores na lombar, ombro, punho e nos membros inferiores. E os diagnósticos já fechados pelos médicos são hérnia de disco, compressão do nervo ciático e bursite no ombro.

Melhorias – A ginástica laboral dura no máximo 15 minutos, mas já tem trazido resultados aos colaboradores da Fundação. É o caso da técnica de enfermagem Marília Azevedo.

“O projeto é muito interessante. É importante que tenha esse trabalho de fisioterapia nos movimentos repetitivos. A ginástica laboral ajuda no alívio da tensão e da dor, principalmente nós técnicos que fazemos movimentos repetitivos quebrando ampola, fazendo aspiração de seringa, etc”, disse Marília.

Conforme a técnica, muitos de seus colegas de setor têm relatado a redução das dores e da tensão. Até mesmo o ânimo dos funcionários fica mais alegre e calmo após as atividades.

O projeto-piloto já passou pelos Serviços de Psicologia, Informática e enfermarias. A ação tem previsão de conclusão para 27 de junho deste ano, mas há intenção de prorrogar a parceria.

Fonte: ASCOM/FCecon

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